Que loucura! Que bom ver a equipa do Benfica a jogar o futebol que tanto nos entusiasma! O caminho do sucesso não pode vir de outra forma que não esta, a de jogar futebol a sério, com princípios claros e fundamentados, conseguindo contagiar todos e cada um dos adeptos presentes no Estádio e em casa.

A importância de ter “cérebro” dentro de campo cada vez mais transparente. Jonas, Krovinovic e Pizzi a orquestrarem toda uma equipa. Grimaldo a causar desequilíbrios logo desde trás e Rúben Dias e Jardel a subirem a linha defensiva de forma a permitir uma pressão muito alta que permitiu recuperar um número gigantesco de bolas. Fejsa pois claro. Quem mais seria capaz de recuperar tantas e tantas bolas como o nosso polvo preferido? Um gigante a varrer todo o meio-campo, permitindo que a equipa fizesse uma pressão alta e que quando era ultrapassada, a bola lhe viesse parar aos pés com a sua leitura de jogo fenomenal. Cervi a ligar o turbo sempre que necessário (com e sem bola) e a provocar desequilíbrios seja na esquerda ou no meio. Dentro do relvado da Catedral, assistiu-se a uma verdadeira orgia de cérebros capazes de ligar todo o jogo e todos os seus momentos de uma forma que nos poderá conduzir ao orgasmo final no Marquês de Pombal.

Querem perceber como é que o Benfica está a jogar? Vejam o primeiro golo. Ou o segundo ou o terceiro, ou todas as oportunidades de golo que o Benfica teve. Parece que só saem dali quando a bola entrar e mesmo aí, bola no meio-campo para tentar marcar outro…

Já perto do final, naquele lance que devia dar para voltar atrás e agarrar Krovinovic pela gola da camisola para que a bola pudesse tranquilamente sair pela linha lateral e permitisse ao croata continuar a espalhar a magia que a todos nos tem encantado, o azar de toda uma época a bater à porta. Não há mais KroviModric nem no Campeonato Nacional, nem no Mundial (onde acredito que acabaria por ir). Ponto positivo? Só o facto de termos garantido que pelo menos até janeiro de 2019 Krovi continuará connosco. Muito pouco para quem ansiava por ver toda a magia que nos guiaria até ao penta. Como já escreveu o Shéu e o Rui Costa, respetivamente aqui e aqui, são várias as soluções para colmatar esta terrível perda. Para mim, a opção tem que passar por João Carvalho. Estilo de jogo diferente de Krovi, mas com inteligência e qualidade mais do que suficientes para entrar já no 11 e espalhar a “sua” magia. Não está pronto? Não só está pronto como está no ponto! Chegou a hora do João brilhar e aposto que no Verão já vão chover propostas pelo menino que é para mim o maior diamante “made in Seixal” desde Bernardo Silva.

Krovi, vemo-nos no Marquês como pediste, o João Carvalho leva-te às cavalitas!

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