Esquecendo o golo sofrido, tudo o que Svilar fez durante o jogo foi bem feito. Saídas, defesas, jogo com os pés, o modo como controlou a profundidade…tudo a um nível elevadíssimo.

Depois surge o “auto-golo”, o erro fatal, o “peru de todo o tamanho” e Svilar vem a terreiro demonstrar que muito dificilmente tem 18 anos, pois no resto do jogo, joga como se nada se tivesse passado, continuando concentrado e a fazer tudo o que era suposto fazer.

No final do jogo, assume o erro e pede desculpa aos adeptos. Quando chamado à flash-interview não foge e quando instado a fazer um vídeo a agradecer o apoio dos adeptos, não vira a cara à luta e aceita prontamente.

Do primeiro vídeo retemos que Svilar sabe perfeitamente que a vida de um guarda-redes (ao contrário de um avançado) é feita de um momento. Se é mau, não dá para emendar, bola para a frente! Enquanto que um avançado pode ter outra oportunidade de marcar golo e se o fizer tudo será esquecido, um frango de um guarda-redes nunca o é. Serviu para crescer, aceitou o guardião.

Não é qualquer pessoa com 18 anos que demonstra esta maturidade, carácter e coragem. Saber que o nosso guarda-redes “puto” soma às qualidades táticas e técnicas estas 3 virtudes fazem-nos sorrir e acreditar que encontrámos aqui um verdadeiro diamante por lapidar.

Mourinho já o disse e Rui Vitória também o reconheceu, Svilar será “fera”! Felizmente vemos o nosso treinador entrar num caminho que nos parece que conduzirá a um destino mais feliz e a assumpção das suas convicções de uma forma que até agora não tinha acontecido demonstra que começa a estar mais claro na sua mente o caminho a seguir: “joga já no domingo!”. Não nos lembramos de Rui Vitória ter assumido a titularidade de um jogador assim tão prontamente. Fê-lo e fê-lo muito bem, pois a exibição do jovem guarda-redes merecia tudo menos um momento como aquele. Mais virão, mas com certeza que serão muitos mais os momentos positivos e é isso que poderá fazer de Svilar um dos melhores guarda-redes do mundo.

Comparar o frango de Svilar ao de Bruno Varela é possível. O que não é possível é comparar tudo o que fizeram antes disso.

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