Por muita preparação física, técnica e tática que se possam fazer, por muitos detalhes do adversário que possamos analisar, por muitos cenários que consigamos antecipar, nada disto servirá de muito quando a parte mental não está bem.

Este é o principal problema do Benfica atual. Mais do que a falta de um GR, um lateral direito, um defesa central ou outro qualquer, o principal problema do Benfica está a ser a incapacidade de ultrapassar a falta de confiança que está a viver.

Em 6 jogos com resultados que não a vitória, em 4 o Benfica começou a vencer e não conseguiu segurar essa vantagem. A insegurança que a equipa sente consegue-se perceber a kilómetros de distância. A bola parece que queima. E depois, nestes momentos, aparece o Murphy e assegura-se que tudo o que pode correr mal, vai de facto correr mal!

O princípio defensivo que mais gosto de pôr em prática é o de que com bola, a minha equipa nunca irá sofrer golo. Isto é uma certeza, mas não tão certo é conseguir assegurar a posse da mesma. A juntar à falta de confiança latente, a incapacidade de ter bola vem desestabilizar ainda mais a equipa. O passe que sai errado, a bola que passa por baixo do pé e vai para fora…tudo isso faz a confiança afundar ainda mais.

É por isso que há já várias semanas defendemos a entrada no 11 de jogadores que saibam ter bola. Júlio César (ou Svilar visto que o brasileiro continua com problemas físicos), Rúben Dias, Rafa, Krovinovic… apenas ganhando confiança nas pequenas ações se poderá chegar a níveis suficientes para inverter o rumo dos acontecimentos. A confiança/desconfiança propagam-se muito facilmente, ou não fosse o descalabro em Basileia o maior exemplo.

Nesta semana de paragem, esperamos que o trabalho que está a ser feito seja sobretudo a nível mental. Porque quem manda em todo o corpo, é mesmo o cérebro e foi ele mesmo quem disse a frase que dá título a este artigo, como que a pedir um pouco de atenção para ele…

 

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